A arte do grafite: Moda e Consumo



Olá MORES! No post de hoje, mais um trabalho da faculdade. - Minha professora não amou essa matéria, mas gosto tanto do assunto, e gostei tanto do resultado que achei que merecia ser postado em algum lugar....


Nascido no cenário urbano, hoje o grafite conquista locais privados, galerias e o comércio.

O grafite é uma manifestação artística em espaços públicos, foi introduzido no Brasil no final da década de 1970 em São Paulo e está ligado diretamente a alguns movimentos, em especial o hip hop. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo, mas isso não impede o assunto  de gerar  polêmicas, por um lado o grafite é considerado arte e de outro não passa de uma poluição visual ou vandalismo.

Em Brasília o grafite é bem presente, principalmente em locais como a W3 sul, que reúne a maior quantidade de grafites na cidade. Sendo uma arte muito presente nas ruas, com o passar do tempo as pessoas foram se educando a dar algum tipo de atenção para isso, e querer saber de quem é aquele trabalho, “ uma fator que ajuda é a criação de um personagem, as pessoas passam a ver isso nos lugares e dali surge uma curiosidade de querer saber quem está por trás daquele trabalho” diz o grafiteiro Mikael Guedes, criador da personagem Onika.

O grafite ganhou destaque não só em locais públicos, mas também em locais privados, e tem sido introduzido no dia a dia da sociedade, transformando assim a arte de rua em consumo.Isso vai desde uma parede grafitada em loja a quadros, artigos de moda e ilustrações que são adaptadas e viram estampas para itens de decoração como xícaras, almofadas e sapatos.


Outro área onde o grafite ganhou destaque foi na moda, tendo já aparecido nas passarelas e em customização de peças. Para que aconteça a união da arte do grafite com a moda, é necessário que uma pessoa perceba que isso possa dar certo, levando isso para a moda, divulgando da forma certa com ajuda da mídia e do marketing a despertar desejo nos consumidores. O designer pode transformar a estampa do grafite em ilustração e fazer a transferência para um tecido.
(VAI TER POST FALANDO ESPECIALMENTE SOBRE O GRAFITE NA MODA)



O grafite na decoração


A Doux Brigadeiro foi uma das lojas que decidiu levar um pouco da arte urbana para dentro de um comércio. A ideia surgiu na tentativa de padronizar ao máximo o layout da loja e gerar uma identidade única. A Doux Brigadeiro escolheu não só valorizar a arte urbana, escolheu também valorizar o trabalho de artistas locais, dando total liberdade para que pudessem criar de acordo com os traços que usam. “A única coisa que escolhemos foram as cores, pois queríamos que fossem relacionadas a alimentação e que fossem cores vivas”, diz o gerente da loja.  

Nascido no cenário urbano, a arte do grafite em espaços privados sempre gera algum tipo de impacto. Na Doux Brigadeiro, os clientes costumam perguntar se é papel de parede e de onde é. Na maioria das vezes só percebem que é grafite por conta da textura após chegarem bem perto e passar a mão. O grafite dentro de um comércio é uma forma de quebrar o preconceito. Pessoas que não dão atenção para os grafites que tem pelas ruas acham interessante quando encontram esse tipo de trabalho em uma loja, e passarem a enxergar isso com outros olhos.
O preconceito em relação ao grafite tem diminuído, dois fatores que influenciam isso é o momento de estabelecimento comercial com o grafite e a viabilidade financeira, sem falar no incentivo da cultura da arte local.
Artistas brasilienses
Dois artistas brasilienses representam muito bem o grafite na cidade, fora da cidade e principalmente no comércio. São eles, Daniel Toys e  Mikael Guedes, que trabalham juntos faz três anos. Apesar de trabalharem juntos, os artistas gostam de preservar a individualidade de cada um, com traços diferentes o trabalho de um complementa o trabalho do outro, e juntos já participaram de um projeto do Sebá Tapajós na Amazônia, onde tiveram a oportunidade de levar o grafite para a floresta e  comunidades ribeirinhas.
Criar uma identidade artística que não seja a assinatura e que as pessoas consigam reconhecer e identificar quem é o autor do trabalho não é fácil, mas os grafiteiros Toys e Mikal  conseguiram criar uma identidade sólida. O Toys trabalha bastante com traço geométrico, cores fortes e tenta sempre pegar a questão urbana. Já o Mikael, trabalha com traços alinhados, desenhos figurativos e atualmente coloca um coração no lado esquerdo do rosto, outro ponto que define o trabalho do artista é a personagem Onika.
A personagem surgiu de um choque após um choque de realidade que o artista viveu quando tinha 14 anos ao observar a cena de um cego pegando ônibus, “aquilo me chamou atenção, fiquei intrigado em saber como ele sabia onde descer, como voltar e o horário, coisas que pra gente seria simples mas que na minha cabeça  para ele era uma missão quase que impossível. Desenhava mulheres e nem pensava em fazer grafite, passei a desenhar e tirar a retina dos olhos’’, conta o artista.
A personagem Onika foi criada, e ganhou esse nome após o artista começar a grafitar, “ escolhi abordar a questão dela ser cega e pensei, se é um desenho ela não precisa falar e tirei o nariz para que ela não julgasse as pessoas pelo cheiro, como ela é cega não vai julgar pela aparência,sendo assim, ela vai te conhecer de acordo com o que você apresenta para ela ”. A ideia é que cada pessoa tenha uma interpretação em relação a personagem de acordo com alguma expressão corporal que ela tenha.

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