Lembranças




Não gostaria de falar de como chegamos aqui, já ouviu aquela frase que diz "não olhe pra traz"? Pois é, muitas vezes, na maioria delas, você só sobrevive assim, sem ficar relembrando o que já passou. Talvez fotografias, músicas e "depoimentos" nos façam lembrar de acontecimentos passados, e, não adianta você fugir, o caminho onde vai se "refugiar" do mundo, todos já conhecem. Mas, se te interessa fugir, o que lhe trouxe aqui? O que te faz levantar todos os dias e dizer "oi mundo"? O que te faz tomar café com biscoito amanteigado, ouvindo aquela música? O que te emociona? O que? Me diz porquê, essas dúvidas vem me matando a um certo tempo, pra ser mais específica, desde o último final de semana que nos vimos, novembro de dois anos atrás. Aquela casa de campo era encantadora e você conseguia fazê-la ficar ainda mais bela do que já era. Isso pode soar um tanto emotivo e enlouquecedor, qual é eu não sou uma pessoa tão fria assim! Preciso que me abracem, mas também preciso que me deem um empurrão de volta pra realidade quando eu estiver "flutuando" muito.  Preciso de tulipas na minha porta e, de bilhetes escondidos na bagunça da minha agenda de organização semestral. Eu as vezes quero um colo e sei lá, namorar, mas se você quisesse curtir uma festa eu estaria aqui também. Estaria. Porque que todas as coisas que eu te pedi, eu não queria nenhuma delas, somente que você entendesse isso. E agora estou aqui, amassando meu passaporte entre os dedos calejados de minha mão, na sala de embarque, esperando que você venha me dizer que, agora, somente agora, você entendeu tudo que nenhum outro conseguiu entender. Mas olha querido, não se demore muito não, daqui a pouco chamam o "voo 78566", esses números sempre foram um código pra mim, da mesma forma como sou um código pra você. Venha me decifrar.

Por: Jéssica Pançardes

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